sábado, 14 de janeiro de 2017

O cordeiro e Isaque (Isaac) a palo seco

Eu sou um poeta
Um engenheiro da literatura,
Ou melhor,
 um pedreiro
Na construção do texto:
Meio braçal
Meio boçal
Meio intelectual
Cismado a arquiteto
A desenhar textos
(e, vez ou outra, quadros)
Dotado de inspiração
E conhecimento gramatical,
Trafego eu
Pelos meus pensamentos
e trafico
dos dicionários e da memória
as palavras e concordâncias
de que me valho.
O poema
nem sempre é o melhor
como nem toda construção
é um monumento...
repara:
como o cordeiro
que observava Abraão
e espreitava a morte
de Isaque
sem perceber
que a aproximação
e curiosidade
trazia uma opção
ao pai de um filho só.
Melhor matar o ovino,
E o cutelo que imolaria
O menino
Foi algoz do cordeiro
Distraído.
Respirava Isaque aliviado
Ao perceber
Que ao seu lado
Havia um arbusto
E um descuidado
Que  lhe poupava a morte

E o destino... (Poeta Moderno – o cordeiro distraído – H. Víler) 

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