quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A Imagem Desfigurada de Ti ... My Way, My Life


Esse projeto desfigurado de ti
és tu mais os teus anos.
Um ano não te faz diferença
Quando a mocidade ainda vibra na tua alma;
Mas calma,
Cada ano contará
Quando já não encontrar
tanta vida em teus braços.
 É o caminho da vida:
Nascer, crescer, envelhecer e desviver.
A desfiguração é proposital
Para te motivar a prosseguir
No caminho que a vida desenhou...
Até estar pronto para render-se,
Para dizer que findaste o teu propósito no mundo,
Que criastes filhos e netos,
Ou nem isso;
Mas fizeste o que houvera de ser feito...
As tuas pernas,
 companheiras de futebol, escaladas e correrias,
agora pedem repouso.
Os teus braços ,que carregaram a mulher amada,
Agora se esforçam para levantar um copo d’água...
Os teus pulmões e a boca seca,
As tuas rugas e rusgas por nada...
Mostram o fim da caminhada.
É hora de dizer adeus:
Chegaste ao fim da estrada. Hércules de Souza Víler – Poeta Moderno 21/12/16.


domingo, 27 de novembro de 2016

O Policial - the Policeman

O Policial é o operário de botina
que labuta com a lei e a força bruta,
que transita entre o intelectual e o animal,
que margeia o mais belo e o mais vil de cada dia.
Engole o choro e esconde a lágrima,
Ergue a cabeça e o queixo - o corpo fala - pois já é dia.
Poeta Moderno - Dr H. Víler

sábado, 21 de maio de 2016

Pastando o Boi - conhecimento desnecessário

Ponho-me a pastar,
 como boi,
As páginas de uma literatura
Que não me interessa...
A metáfora com o bovino
Não se dá ao acaso
São necessários ao menos dois estômagos
Para digerir tamanha desnecessidade
A que sou submetido...
Recorro a uma aula virtual
Na esperança de ver resumida
E explicada a matéria que preciso absorver
Preencho-me de certa animosidade
Ao perceber que o docente é tudo,
Menos professor...
Arranca-me a vontade
E desperta-me os sentimentos mais vis
Que só as almas menos evoluídas podem produzir...
Um ácido estomacal se derrama
Mas não há digestão que suporte
Alguém que se propõe,
Por saber,
A ensinar...
Como se o conhecimento fizesse
Um mestre  - Hércules Víler - Poeta Moderno

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Eu Poeta e Política do Brasil

Eu sou um poeta e prefiro a poesia...
mas o mundo é concreto
e a política dejeto
de uma sociedade falida ...
iludida, perdida e vazia.
Eu sou poeta e brasileiro,
filho de pedreiro
e de uma mãe desaparecida...
Mas não sou só poeta,
sou polícia e me policio
sou soldado do meu ego
combatendo em mim a guerra que travei comigo...
sou o inimigo de mim mesmo...
Jurei a minha própria vida
(era a que eu podia dar)
Mas não era um juramento poético
era de um poeta
que no mundo concreto queria acreditar...
Hércules Víler, Poeta Moderno​

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Coisas que Ofendem - Política da Ofensa - Brasil

Há que se ter cuidado com as coisas que ofendem alguma parte...
A nossa liberdade de expressão não pode ser tão libertária, tão libertina, tão absoluta...
Não se pode chamar uma moça de feia ou gorda...
Não se diz a um cristão que Cristo não vale nada...
Não se diz à Mãe de Santo que sua crença não é válida...
Há que se ter ponderação...
Havemos de tentar enxergar ao menos duas hipóteses antes da conclusão...
Vi um vídeo que bradava pela democracia e o fim da minha profissão...
Eu, que sempre prezei pelo bem social e pela democracia nas suas formas mais básicas que é garantir o direito das pessoas, me vi, nas palavras de Gregório Duvivier, aviltado...
Quando se generaliza qualquer coisa, qualquer grupo, qualquer profissão, qualquer partido, qualquer religião; corre-se o risco de ofender, de denegrir (ou talvez seja o objetivo)...
O rábula citado deveria ter algum cuidado com as palavras, ao menos quando estiver falando sério, pois a comédia suporta e se sustenta também das distorções sociais, nas cores, nos borrões e nas hipérboles, mesmo sem legitimidade...
Fala-se muito, no Brasil, sobre muitas coisas, mas não há debate razoável, há conhecimentos parcos sobre algumas coisas...
Algumas vozes se levantam para trazer um pouco de luz aos que param para ouvir, como faz o Professor Leandro Karnal e alguns outros pensadores contemporâneos...
As falácias são repetidas e decoradas, mentalizadas e metabolizadas, viram verdades, mesmo sem fundamento...
O empirismo nos faz concluir, mas a pesquisa, a ciência traz prova e contraprova para estabelecer um percentual conclusivo...
E, insisto, são as hipóteses que devem permear o pensamento, não as conclusões...
Ser contra ou a favor de alguma coisa é fácil, árduo é mergulhar no universo das coisas; ver a guerra pelos olhos do Soldado.
Poeta Moderno - Dignidade Profissional - https://www.youtube.com/watch?v=VhlCrI9LiPM

quinta-feira, 31 de março de 2016

Impeachment da Dilma - Direita X Esquerda?

O verdadeiro Impeachment (uma análise parca)
A meu sentir, o verdadeiro impeachment deveria ter acontecido nas urnas...
Por outro lado, mas no mesmo caminho, fico pensando que marqueteiros tiram o poder de discernimento da massa (isso para dizer o mínimo)...
Um Brasil lindo nos foi apresentado na campanha eleitoral: muita gente feliz;
muito hospital funcionando bem;
muita segurança;
muita moradia;
muitas escolas e milhares de creches construídas... queria eu mudar para aquele Brasil Publicitário...
Fico me perguntando se eu sou de direita ou de esquerda... e não encontro resposta porque olho para o governo e vejo PT + PMDB e fico meio confuso, meio perdido... ou melhor, fico no meio...
Depois vejo alguém dizer que não vai ter golpe, mas eu gostaria (sinceramente) de saber o vai ter...
O que já tem, eu sei...
eu sinto, eu vejo, eu pago...
Queria um pouco de dignidade para esse povo perdido, esquecido, empobrecido...
Começo a entender que o governo se desmorona em si mesmo...
pessoas do governo derrubam o governo...
Sinceramente, acho que devemos mudar o grito de guerra:
- NÃO VAI TER MUDANÇA!
porque não há esperança, porque não há direita e esquerda...
porque a pobreza é garantia de voto...
Poeta Moderno - H. Víler - Reflexões Parcas sobre o Brasil

sábado, 5 de março de 2016

PT mudou o Brasil... desculpa, aqui não é a Suíça

Governo do PT X PSDB X PMDB...
Quando eu era bem pequeno, eu era muito, muito pobre... e eu desejava ser apenas pobre...
Mas não fazia ideia de quem governava o Brasil...
Eu só sabia que não queria crescer e continuar naquela pobreza exagerada... também não queria ficar rico... mas queria conforto, apenas conforto...
E percebi que tudo só dependia de mim e da minha saúde... como sou saudável, trabalhei bastante e estudei muito... administrei o pouco que ganhava e fui melhorando de vida...
não fiquei rico, fiquei confortável...
estou confortável e continuo estudando e trabalhando bastante...
Tive um pai rígido e que soube moldar o meu caráter...
Quando vejo o governo atual dizer que tirou milhões de pessoas da pobreza, eu não estou incluso... não esperei pelo governo ou por qualquer ajuda externa... tenho muita coragem para trabalhar e muito esforço para estudar...
Assentada essa premissa, não consigo entender alguém revoltado
porque pessoas de alguns partidos estão sendo processadas; alguns empresários ricos e poderosos estão sendo levados à cadeia; um senador da República foi preso...
Gritam palavras de ordem e defendem quem faz mal para o Brasil (como se nosso país tivesse se transformado na Suíça...)
Se realmente o governo fez tudo que diz ter feito, por que precisou contratar um dos maiores marqueteiros (publicitário) do mundo?
Mas não quero que o Lula vá para cadeia, quero que todos os corruptos vão para um presídio de segurança máxima, incluindo Lula;
incluindo Dilma;
incluindo Renan Calheiros;
incluindo José Sarney;
incluindo F. Collor;
incluindo Eduardo Cunha;
incluindo TODOS que corrompem este País!
Mas o Brasil não foi transformado... a favela mudou só de nome(comunidade);
os hospitais abandonados, pessoas morrendo por falta de atendimento...
alunos saindo da escola pública e não sabem ler...
impostos caros, carros caros, comida cara, roupas caras... ruas de terra, buracos nas rodovias...
meninos mantando meninos...
violência por todo canto...
E eu, já cansado de escrever, me pergunto:
- por que ainda defendem o governo?
Poeta Moderno - H. Víler

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Loving and Life

A flor morreu
A flor que a menina carrega
Não se rega...
O riso  da menina, Flor...
É não saber que a rosa
Desabrochou
Ainda não  murchou
Mas Já morreu...
É a vida, Flor...
O corte que separa
E mesmo que não se repara
E mesmo que não  se nota
Anota,  Flor...
A flor morreu...
O que aviva a rosa
É planta que no jardim cresceu...
O amor separou a rosa
A flor morreu...
Mas não se morre na hora, Flor...
Como quase tudo que há no mundo
Vivemos feito moribundo
Como a menina, Flor...
Como a rosa, Flor...
Como o mundo
Que se nos ofereceu...
O amante separou a flor
Que do  pé de rosa floresceu
A  roseira continuou viva
Mas a rosa sim morreu...
Porque o que nutre o amor é a rosa
Mas não nutre a rosa o amor
... A flor morreu... H. Víler – Poeta Moderno



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Não se Mate Amanhã

Não se Mate Amanhã
Nada vale apena
Abdicar da vida
Viver é como novela
Que o novelista escolheu
O roteiro que desenvolveu...
Viver é um caminhar
Sem se saber o caminho
É um deixar o ninho
 e voar
é como rio perene
e rio endógeno  
ou rio sazonal
não se pode prever
até aonde a vida vai
mas a vida tem seu curso
e seu tempo
porque a vida é temporal
e temporã ...
não se pode deixar a vida
antes da hora
porque não sabemos a hora
que a vida foi marcada para acabar
e se formos antes da hora
há que lembrar de quem fica
e chora
de quem se choca
e se perde na vida
porque escolhemos perder a vida
sem pensar em quem escolheu ficar
e ver no que a vida vai dar
a vida se desenhou bem dividida
perde-se um pouco da vida
uma fraqueza  medida
como um desprender-se da matéria
até a hora chegar...
mas não há que perder tudo agora
o caminho é longo
e feito para caminhar
a vida nos foge um pouquinho
e vamos voltando ao ninho
para onde devemos ficar...
apressar a vida
ou adiantar o seu cabo
é coisa para se preocupar
e renunciar o caminho
por onde devemos andar
é limitar a história
e tirar da memória
aquilo que queremos
 ou desejamos
para um dia alcançar
não se morre sozinho
não se poderia morrer
há quem espera o fim
e quem quer o fim sem saber
mas não pode a vida
desobedecer
não se pode enlouquecer
e mergulhar no profundo
porque profundo é sinônimo de depressão
e há que buscar atenção
de médicos e de quem merecer...
mas não se mate amanhã
mas não se mate hoje
porque todos querem viver...
e louve cada sofrimento
porque cada sofreguidão
é parte da natureza
de quem veio
e que vai
sem querer
e não há que querer o pior
porque o pior não é morrer
é morrer quando fora de hora...
é oferecer solidão
e desespero para quem esperava
ou contava com você ...

Poeta Moderno, H. Víler

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Preguiça do Mundo

Preguiça do Mundo
contemplas tu o ócio
como um pintor contempla a Monalisa
 afanas as sobras do dia de trabalho
 e resfrias as tuas entranhas com levedura engarrafada...
 traja-te com  farrapos de tuas vestes envelhecidas
e praticas um último pecado na poltrona da sala...
afagas teu intestino com as sobras de um pão dormido
enquanto acaricias um felino doméstico
e despretensioso...
aguardas que Hipnos  te leve ao encontro de Morfeu
porque o mundo lá fora já não presta...
 Hércules de Souza Víler -Poeta Moderno...


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Vivente ou Mortal?

uma pequena reflexão...
não me sinto mortal,
sinto-me vivente...
mas sei que vou morrer,
sei também que só morre quem é vivente,
logo,
não sou mortal,
sou vivente...
não espero a morte,
vivo pelo prazer de viver...
porque escolhi ser vivente
e
não mortal...
objetivo é a vida
e a morte é parte da vida...
é a mesma ideia do copo meio cheio ou meio vazio...
ser mortal é ser meio vazio...
ser vivente é ser meio cheio de um monte coisas boas e ruins típicas de uma vida normal...
Poeta Moderno - H. Víler...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Homenagem ao Cadete PM morto em MG

A luta e o luto
Hoje não havemos de contar piada
Não se deve e não se podem histórias engraçadas
Pois havemos de nos enlutar na luta desgraçada
Que ceifou o guerreiro na jornada...
O demônio se prepara para emboscada
Não se pode prevê a hora exata
O guerreiro seguia sua estrada
E se deparou com dois demônios e duas espadas
Guerreou como se esperava...
Mas não houvera vencido
(a reação  foi ilibada)
Mas a proporção exagerada...
Fez tombar o guerreiro aguerrido
Não foi um bom combate
Não poderia ter sido...
Cortar na nossa própria carne
Um membro arrancado
Surpreendido
Faz sangrar uma tropa
Como um corpo combalido
Como um pedaço que se perde
Como as dores dos amigos...
Com a vida que se mede
Pelos valores percebidos...
Que o Grande Arquiteto
Receba aquele Ser construído
E lhe dê um local de conforto
Daquilo que lhe for merecido... H. Víler – Poeta Moderno