quinta-feira, 12 de junho de 2014

poema de amor diferente de todos



Você pode encontrar o amor na esquina...

ou encontrar uma prostituta...

Você pode procurar o amor

em vários lugares...

e não encontrar o amor...

Mas o amor pode te encontrar...

talvez o amor te encontre em alguma esquina...

em uma sala de aula...

num acidente de trânsito...

Não se procura um amor...

prepara-se para amar...

deixar um espaço na cama

e na garagem...

abrir o coração...

o amor virá como as aves migratórias...

o amor te procurará e te achará...

porque o amor encontrará em você um bom lugar para pousar...

e pousará...

Você não terá uma grande mulher/homem

se você não for um grande homem/mulher...

NÃO SE GANHA OU SE PERDE UM GRANDE AMOR...

AMA-SE... E O AMOR CONTINUA...

a vida nos permite errar, consertar o erro, amar mais ainda...

portanto,

QUEM QUISER SER AMADO PRECISA DO AMOR EM SI...

CASO CONTRÁRIO, NÃO HAVERÁ AMOR...

o primeiro amor é o amor próprio, não o egoísta, narcisista...

amar-se é dar a si o verdadeiro amor...

cuidar do seu corpo, cuidar da sua saúde... amar-se...

NÃO SE AMA O OUTRO SEM SE AMAR...

PLANTE AMOR E RECEBERÁ AMOR...

SEJA FELIZ... POR SER FELIZ... NÃO PROCURE ALGUÉM QUE TE FAÇA FELIZ, SEJA FELIZ...

não seja menos que isso: AMÁVEL... E TERÁS UM AMOR DE VERDADE...

SORRIA SEMPRE...

A VIDA VAI TE SORRIR DE VOLTA....


Hércules de Souza Víler 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Chapeuzinho Vermelho - um conto policial (os tipos penais praticados pelo Sr. Lobo Mau)

A vítima é conhecida pela alcunha derivada de suas vestes ornamentais rubras,  sem uma definição clara na parte mais ao sul do planeta, trajando-se sempre com aquela vestimenta - meio burca, meio manto, meio roupão - que o vulgo optou chamar de chapéu ou chapeuzinho; saiu pela floresta sozinha (acostada na lei vigente como abandono de incapaz, por ser ela menor de idade e o local ser de certa periculosidade), sim, cantava ela alheia, visto que não se percebia sinal razoável de telefonia móvel, Chapeuzinho Vermelho entra na casa da sua avó e demonstra uma observação feminina, peculiar às meninas da sua idade - uma adolescente, diria eu...
Percebendo algumas mudanças bastante salientes  naquela velhinha...
Eis que Chapeuzinho interpela a imagem desfigurada da sua vovozinha...
- dado ao volume que ocupava a cama -
- por que  globos oculares  tão avantajados?
- por que pavilhões auditivos desproporcionais e peludos?
- por que cavidade oral análoga à do tubarão?
E o quadrúpede canino responde à última indagação  com vilipêndio completo da norma culta da língua portuguesa: 
- "é pra te cumê"...
Chapeuzinho Vermelho, indignada pela invasão de domicílio, falsidade ideológica, tentativa de homicídio (QUALIFICADO - comprovado pela premeditação - e AGRAVADO pela emboscada ) e PRINCIPALMENTE porque fora a primeira vítima a gramática, esta última sem tipificação na lei penal brasileira, porém sem escusas aos ouvidos e olhos dos brasileiros, principalmente aqueles que honraram uma das únicas e boas heranças lusitanas, a língua...
Chapeuzinho Vermelho se sentiu duplamente ofendida...
primeiramente, pela violação dos seus direitos e de sua ascendente...
 por último, por não ser reconhecida, pelo agressor, ao menos como o homem mediano de Nelson Hungria, quando o Lobo entendeu que vestindo uma "lingerie" da terceira idade, sem o mínimo de cuidado com a depilação, seria capaz de induzir a erro Chapeuzinho.
A menina sai correndo  da casa , liga 190, a polícia faz a prisão em flagrante delito e aciona o conselho tutelar, uma vez que nem avó (desaparecida até o momento), nem os pais foram encontrados para acompanhá-la na delegacia.
Sobre a ofensa à língua portuguesa, não houve testemunha, tampouco figura típica para o enquadramento, mas a vítima foi orientada a entrar com uma ação na Academia Brasileira de Letras, tão logo os seus genitores ou responsável legal sejam encontrados.
Registro para futuros fins. Hércules de Souza Viler