domingo, 19 de dezembro de 2010

Poema parnasiano

Verso Branco

04.11.06- 16:01h
- Limito-me às paredes de cimento
do meu apartamento.
Longe de ser concreto, o meu poema
é ligeiramente parnasiano.
Li Olavo Bilac, mas não me aconcheguei
no claustro.
Leviano, gasto o meu tempo com a poesia
e o sofá (propiciador de um dos pecados capitais).
Lento, arrasto-me até a geladeira e a um dvd
de pornografia... Escrevo, com os dedos arranhados pelos púbis, no auto-flagelo.
Assim, crio como prostituta, um poema, enquanto assisto a um jogo da segunda divisão.
-04.11.06 – 16:14h.

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