sábado, 10 de abril de 2010

Polícia...Police...



Senhora e senhores,
É chegada a hora de repensar a segurança pública,
De olhar com outros olhos
Esses homens devotos...
Devotados ao sacerdócio
Do sacro ofício,
Guerreiros de uma guerra social
Promovida por uma sociedade parcial
- mãe e madrasta- ao mesmo tempo...
Que ampara uns e desabonam outros...
Que gera filhos revoltados
Mas, que de repente
Tira dentre eles alguns
Para compor a missão de cuidar de seus irmãos...
Pensemos, senhoras e senhores,
Nesses filhos
Que depois de selecionados
E provados
Entristecem as próprias genitoras
Expondo-se às selvagerias
Advindas de caóticos e temerosos
Alhures e situações...
Esses varões quase invisíveis
Aos seus semelhantes,
Que independente
De graduações ou postos
São lembrados apenas
Como “seu guarda”...
Pensemos, senhoras e senhores,
Nesses varões
Homens que fogem à regra
Mas não fogem à luta...
Homens que não escolhem hora
Nem escolhem lugar...
Homens que como cães-
Não se assombram
Ao som de tiros ou bombas...
Na escuridão da noite,
Ou no calor mais insuportável
Do dia de verão-
Homens que correm para o tiroteio
Quando todos correm do tiroteio...
Armados com a coragem...
Envoltos pela loucura
E determinação...
Sem querer acreditar se voltam ou não
De uma nova batalha desavisada...
Pensemos,
Senhoras e senhores,
Nesses homens...
Não como personagens de filmes...
Ou como apresentadores
Que se escondem atrás das câmeras
Numa tela de televisão...
Pensemos e repensemos ,
Senhoras e senhores,
Se ainda continuaremos a ver tais guerreiros
Como seres comuns
Ou se devotemos a eles
A nossa gratidão...
E pensemos um pouco mais,
Senhoras e senhores,
Se não houvesse
Esses homens...
ou se esses homens
Não fossem esses homens...
Pensemos,
Senhoras e senhores... Hércules de Souza Viller

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